Luxemburgo, 4 de Dezembro de 2011.
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Olá. Escrevo-te este texto para te dizer tudo o que nunca te consegui dizer antes. Sei que esperei demasiado tempo, mas tenho de te dizer uma coisa. Aliás, tenho de te dizer várias coisas. Não sei se te lembras de mim, mas eu com certeza me lembro de ti. Lembro-me de nós. De cada palavra, promessa, abraço, beijo. Lembro-me de cada zanga, de cada choro, de cada pedido de desculpa, de cada mensagem, enfim, lembro-me de tudo. Lembro-me que não conseguia viver sem uma mensagem tua logo de manhã, sem te abraçar quando te via, era algo intenso, era forte e nunca tinha ponderado que ia acabar. Não sei como tudo começou, pois foi de um momento para o outro, mas lembro-me o que fez que tudo acabasse. Magoaste-me. Não me importava, pois o que sentia era mais que amor, mais que amizade, mais que qualquer coisa que alguma vez tenha sentido! Mas sim, magoaste-me. Chorei, várias vezes, pois para ti nunca nada estava bem. Nem para ti, nem para mim. Discutir tornou-se uma necessidade para ambos, para provarmos um ao outro que éramos importantes. Tornou-se num ciclo vicioso, não passávamos de dois dias sem discutir. Por isso repito, magoavas-me! Eu magoava-te! Afastámos-nos, sem nos aperceber. De mensagens todos os dias e abraços quando nos víamos, passou a mensagens uma vez por semana e a uma simples troca de sorrisos e de olhares. Se me importei? Importei. Ainda me importo, pois eu sabia onde isto ia acabar, apenas não sabia que sentiria tanto a tua falta. Sei que já passou muito tempo, mas penso sempre no que poderia ter mudado, e vejo que muita coisa. Mas graças a isto, cresci. Aprendi contigo, e tu comigo. Ganhámos um bocado do feitio um do outro, crescemos juntos, confiámos sem nunca nos desiludir, por isso sim, isto podia ter durado. Mas não durou. A culpa não foi tua, não foi minha também. Sei que sempre que precisar de ti, estarás ai. E tu sabes que eu estarei cá. Mas também sei que não teremos mais coragem de nos voltar a falar, sem ser um simples « Olá, tudo bem ? Adeus! ». E isso magoa-me. Ainda choro, ainda relembro tudo. O bom, e o mau. Ainda estou magoada contigo. E ainda te considero a pessoa mais importante de sempre ! Obrigada por tudo.
